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US$ 0,04 US$ 0,02 CLAUDE.md ficam de fora texto para o modelo o mod desenha por dentro
US$ 0,04 US$ 0,02 CLAUDE.md ficam de fora texto para o modelo o mod desenha por dentro

Um mod do Claude Code na prática — instalação, testes e limites (parte 2 de 2)

O csr-cockpit, um mod de exemplo, põe um painel ao lado da conversa do Claude Code, com agentes, contexto e custo. Como instalar, testar e o que ele não faz.

Cesar SchutzAtualizado em 24 min de leitura
TL;DR · o artigo em 5 pontos
  • O csr-cockpit é um mod do Claude Code (um plugin com código que roda dentro do programa): um painel ao lado da conversa, com seis abas, e uma linha de resumo acima do prompt. Ele só observa, sem alterar nada.
  • Instalar são dois comandos: claude plugin marketplace add cesarschutz/claude-code-kit e claude plugin install csr-cockpit@cesarschutz. Um marketplace é um repositório git com um arquivo marketplace.json.
  • Atualização não chega sozinha: o Claude Code só vê versão nova quando o version do plugin.json sobe, e em marketplace de terceiros a atualização automática vem desligada.
  • O custo por agente e por turno é uma repartição feita pelo cockpit. O Claude Code informa só o custo da sessão inteira, calculado a preço de tabela.
  • Mods pedem o Claude Code 2.1.287 ou mais novo; o aplicativo de desktop, que traz cópia própria, já roda o cockpit na versão 2.19675.0. O que é um mod e as peças anteriores estão na parte 1.
Neste artigo

Um mod do Claude Code é um plugin com código que roda dentro do programa: reage aos eventos da sessão, guarda estado e desenha na interface. Na prática, ele se instala a partir de um marketplace, não se atualiza sozinho, pode ser testado sem abrir uma sessão e tem limites que só aparecem no uso.

Este post mostra um mod de ponta a ponta, para quem quer instalar um ou avaliar o de outra pessoa: o que ele põe na tela, como instalar, como testar e o que ele ainda não faz. O exemplo é o csr-cockpit, um painel ao lado da conversa que mostra o que a sessão está fazendo (os subagentes e quem chamou quem, as edições, o uso do contexto, os turnos com os comandos, os arquivos mexidos agora e o que está instalado), com o custo estimado de cada agente e de cada turno. O código do csr-cockpit está na pasta plugins/csr-cockpit do claude-code-kit, um repositório público. Não é um tutorial de como programar um mod.

O painel do csr-cockpit na aba Agentes, com uma sessão de exemplo. No alto, 2 agentes rodando e 2 concluídos. Embaixo, o grafo de quem chamou quem: a conversa principal no centro, um agente Explore e um Plan criados por ela, e um revisor e outro Explore criados pelo Plan, com duas mensagens do Plan para o revisor e uma de volta. Depois, a linha do tempo dos quatro agentes e os cartões de cada um, com o modelo, o contexto, o custo atribuído e as chamadas. Bolinhas numeradas de 1 a 5 apontam as partes que o README do csr-cockpit explica.
A aba Agentes do csr-cockpit: a tela sai do próprio mod, rodando uma sessão de exemplo (as bolinhas numeradas são do README, não do painel) · github.com

Alguns termos aparecem o tempo todo. O modelo é a IA; o Claude Code é o programa do terminal, que conversa com ela. Agente, aqui, é o subagente: o ajudante que o Claude Code chama para cuidar de uma parte da tarefa. Turno é cada pedido feito na sessão, com tudo o que ele desencadeia. Contexto é tudo o que o modelo tem na frente para responder (as instruções, a conversa, os arquivos lidos); tem tamanho máximo e é medido em tokens, os pedaços de palavra pelos quais se cobra.

Sem um mod, o /usage mostra quanto a sessão inteira custou e, nos planos pagos, que fatia do uso foi para subagentes, em percentual. Quanto custou cada agente, ou cada turno, ele não diz.

O cockpit faz essa conta, e ela é uma estimativa dele: a seção Os limites do csr-cockpit explica como o custo é repartido e onde a conta pode errar.

O que o cockpit mostra

O painel abre e fecha com /cockpit e tem seis abas. Cada uma responde a uma pergunta:

AbaA perguntaO que mostra
AgentesQuem está trabalhando agora, e quem chamou quem?cada subagente com o modelo, o tempo, o contexto dele, o custo atribuído, as chamadas e a tarefa; o grafo de quem criou quem e das mensagens entre eles; a linha do tempo
DiffsO que mudou, arquivo por arquivo?os arquivos alterados numa árvore e o diff de cada um, das edições da sessão, de um turno ou do git
ContextoQuanto do contexto sobra, e quanto já custou?o percentual usado, o custo da sessão e do último turno, o limite de uso do plano e o contexto repartido por categoria
TurnosO que aconteceu, na ordem?um registro por pedido, com a duração, o custo, as ferramentas, as falhas e os comandos Bash que rodaram nele
ÁrvoreOnde o Claude está mexendo agora?os arquivos lidos e editados numa árvore de pastas, acesos enquanto a ferramenta roda, com o status do git
InventárioO que está instalado, e o que está ligado?plugins, skills, comandos, agentes, hooks e MCP, cada um ativo ou inativo nesta sessão

As telas a seguir saem do próprio mod, rodando uma sessão de exemplo numa loja online. As bolinhas numeradas não fazem parte do painel: elas apontam as partes que a lista embaixo de cada tela explica.

Agentes

A imagem do começo do post é a aba Agentes. Nela:

  1. As contagens: quantos subagentes estão rodando, quantos terminaram e quantos falharam.
  2. Quem chamou quem: um grafo com a conversa principal, desenhada como um cérebro, e cada agente, como um robozinho. Com poucos agentes, todos criados pela conversa principal, eles ficam num anel em volta do cérebro; quando um agente cria outro, como aqui, o grafo vira uma árvore, com um nível por coluna. Quando dois conversam pelo SendMessage, a mensagem aparece como uma curva com seta e a contagem (✉ 2). A cor do agente é o estado (azul rodando, verde concluído, vermelho com falha), e a borda diz de onde vem a definição dele: tracejada para os globais, que ficam em ~/.claude/agents e valem em todo projeto, cheia para os do projeto. Os agentes de um workflow, que não passam pela ferramenta Agent, aparecem com o nome que o script lhes deu e a fase em que rodam.
  3. A linha do tempo: uma barra por agente na mesma régua, que mostra quem rodou em paralelo e quem demorou.
  4. Os cartões: só o essencial, a tarefa, o tipo, o tempo, o modelo, o contexto do próprio agente, o custo atribuído a ele, as chamadas e, enquanto ele roda, a ferramenta que usa agora. O resultado fica no detalhe.
  5. Ver detalhes, que abre o detalhe do agente. Clicar num agente do grafo ou no nome dele na linha do tempo faz o mesmo.

O detalhe de um agente segue o jeito do detalhe de um turno. Na sessão das imagens, o agente Plan ficou com US$ 0,18:

O detalhe do agente Plan no csr-cockpit: concluído em 41 segundos, com 5 chamadas, contexto de 25 mil tokens e custo atribuído de 18 centavos de dólar. Embaixo, as ferramentas que ele chamou, em barras (Read e Bash duas vezes, Grep uma), os dois comandos Bash dele, o pedido que recebeu, as cinco chamadas, todas concluídas, e a resposta, um plano em três passos.
O detalhe de um agente, com o custo que o cockpit atribuiu a ele (tela do README do csr-cockpit) · github.com
  1. Voltar e Reler mensagens: as mensagens do agente são lidas da transcrição dele ao abrir o detalhe e de novo no botão.
  2. As ferramentas que o agente chamou, em barras, com quantas vezes cada uma.
  3. Os comandos Bash dele, cada um abrindo o próprio detalhe.
  4. O pedido que o agente recebeu, inteiro.
  5. A resposta, quando ele termina. Entre o pedido e a resposta ficam as últimas chamadas, com o estado e a duração.

Os agentes de um workflow, a orquestração de vários agentes que o Claude Code roda por um script, não passam pela ferramenta Agent, e o Claude Code não entrega ao mod o nome nem o pedido deles. O cockpit lê isso dos arquivos da execução, ao lado da transcrição da sessão, e agrupa os agentes por fase, como o painel de tarefas do próprio Claude Code:

A aba Agentes do csr-cockpit com um workflow rodando. No grafo, as fases Pesquisa e Crítica do workflow pesquisa-de-frete aparecem como nós entre a conversa principal e os agentes delas, ao lado dos agentes da sessão. Embaixo, o cartão do workflow, com 3 agentes, 2 rodando e 76,4 mil tokens: a fase Pesquisa com 1 de 2 agentes concluídos, pesquisa:correios e pesquisa:transportadoras, e a fase Crítica com o agente critica:frete, cada um com o modelo Sonnet 5.5 e o tempo.
Os agentes de um workflow, agrupados por fase no grafo e no cartão do workflow (tela do README do csr-cockpit) · github.com

Diffs

A aba Diffs mostra o que mudou, arquivo por arquivo, como a visão de alterações do VS Code:

A aba Diffs do csr-cockpit: no alto, as fontes Sessão, Turno e Git, com a Sessão escolhida; à esquerda, os arquivos alterados numa árvore, o carrinho.ts selecionado com 2 linhas a mais e 1 a menos; à direita, o diff dele, com os números de linha, a linha que saiu em vermelho, as duas que entraram em verde e a palavra que mudou em destaque.
A aba Diffs, com a lista de arquivos à esquerda e o diff à direita (tela do README do csr-cockpit) · github.com
  1. A fonte, uma de cada vez: as edições do Claude na sessão, as de um turno só ou a árvore de trabalho contra o último commit (o git), que inclui o que os comandos e a própria pessoa mudaram.
  2. Os arquivos alterados numa árvore de pastas, com a letra do status do git, as linhas somadas e cinco quadradinhos com a proporção do que entrou e saiu.
  3. O diff do arquivo escolhido, desenhado como o do próprio Claude Code: números de linha, fundo verde e vermelho e a palavra que mudou em destaque.

Contexto

A aba Contexto responde quanto do contexto sobra e quanto a sessão já custou:

A aba Contexto do csr-cockpit: um anel com 71% do contexto usado, 141,2 mil de 200 mil tokens e mais 8,3 mil no último turno; o custo da sessão, de 2 dólares e 21 centavos, e do último turno, de 37 centavos; o limite de uso de 5 horas em 38%, renovando em 2 horas e 8 minutos, e o de 7 dias em 21%; o total geral da sessão, com 99,4 mil tokens, 30,9 mil da conversa e 68,5 mil dos subagentes, e 2 dólares e 21 centavos, ou 11 reais e 54 centavos; o contexto repartido por categoria; e o botão Contagem exata.
A aba Contexto, com o uso do contexto, o custo, o limite de uso e o total geral (tela do README do csr-cockpit) · github.com
  1. O uso do contexto: o percentual, os tokens sobre o tamanho da janela e quanto o último turno somou.
  2. O custo da sessão e do último turno.
  3. O limite de uso do plano, cada janela com o percentual e quando renova.
  4. O total geral da sessão, a conversa e todos os subagentes juntos, desde o começo: os tokens de todas as respostas do modelo e o custo, em dólar e em reais (a cotação é uma opção do plugin, porque o cockpit não busca nada na internet). Uma compactação da conversa não zera essa soma.
  5. O contexto repartido por categoria (as mensagens, o prompt de sistema, as ferramentas, a memória, o espaço livre): uma estimativa local, atualizada a cada turno.
  6. Contagem exata, que troca a estimativa pela contagem de verdade, com requisições a mais.

Turnos

Na aba Turnos, cada pedido aparece com o que custou e o que desencadeou. O custo do turno também é conta do cockpit (nota: o fim menos o começo): quanto o custo da sessão subiu do começo ao fim do pedido.

A aba Turnos do csr-cockpit com cinco turnos de uma sessão que custou 2 dólares e 21 centavos. No alto, um gráfico com a duração de cada turno, o quarto em vermelho por ter tido uma falha, e as ferramentas mais chamadas na sessão. Embaixo, o turno 5 em andamento, num cartão, com o comando npm test rodando há 3 segundos, e o turno 4, que levou 52 segundos, custou 1 dólar e 23 centavos, usou 16 ferramentas, fez 2 edições e rodou 6 comandos Bash, um deles com falha.
A aba Turnos, com a duração, o custo, as ferramentas e os comandos de cada pedido (tela do README do csr-cockpit) · github.com
  1. A duração de cada turno, numa barra: roxo concluído, vermelho com falha, azul em andamento.
  2. As ferramentas mais chamadas na sessão.
  3. O turno em andamento, num cartão, com a duração, o contexto somado, o custo e o que ele já usou.
  4. Os comandos Bash ficam no turno em que rodaram, com o estado e o exit code; o que roda agora aparece no cartão.
  5. ”… mais N comandos · ver todos” abre o detalhe do turno.
O detalhe do turno 4 no csr-cockpit: 52 segundos, mais 28,1 mil tokens de contexto, 1 dólar e 23 centavos, 2 edições e 1 falha. Embaixo, as ferramentas chamadas no turno em barras, os seis comandos Bash, um deles com exit 1, o pedido inteiro, os quatro subagentes do turno, com o grafo de quem chamou quem e um cartão por agente com o pedido e a resposta, e a resposta do turno.
O detalhe de um turno, com as ferramentas, os comandos, o pedido, os subagentes e a resposta (tela do README do csr-cockpit) · github.com

No detalhe do turno, (1) as ferramentas chamadas em barras, (2) todos os comandos Bash, cada um abrindo o próprio detalhe (o comando inteiro e o fim da saída), (3) o pedido, (4) os subagentes que o turno criou, com o pedido e a resposta de cada um, e (5) a resposta.

Árvore

A aba Árvore mostra onde o Claude está mexendo agora:

A aba Árvore do csr-cockpit: no alto, a linha que explica a aba e o ramo main, um commit à frente do remoto; os botões Atualizar, Projeto inteiro, Expandir tudo e Recolher tudo; o arquivo frete.test.ts sendo editado agora; e a árvore de pastas, com o frete.test.ts aceso com o selo editando, os arquivos lidos apagados e a letra do git de cada arquivo alterado.
A aba Árvore, com o arquivo que está sendo escrito aceso (tela do README do csr-cockpit) · github.com
  1. O que a aba mostra: os arquivos que a sessão leu ou editou, do loop principal e de todos os subagentes, e os que o git vê alterados, com o ramo no alto.
  2. Os botões: ler o git de novo, mostrar o projeto inteiro em vez de só o que foi tocado, expandir e recolher todas as pastas.
  3. Agora mesmo: enquanto uma leitura ou uma escrita roda, o arquivo aparece aqui, com quem está mexendo nele. Vale também para um comando Bash: o cockpit lê o próprio texto do comando (cat e grep leem; sed -i, tee e o redirecionamento > escrevem). Uma escrita esperando permissão fica acesa até a resposta.
  4. Na árvore, o mesmo arquivo acende com o selo editando… ou lendo…, e fica destacado por 8 segundos depois. À direita, a letra do git e as linhas somadas.

Inventário

A aba Inventário lista o que está instalado e o que está ligado nesta sessão, sem gastar tokens:

A aba Inventário do csr-cockpit: as seções Plugins, Skills, Comandos, Agentes, Hooks, MCP, Outros e Para instalar, cada uma com a contagem; o filtro; e dois plugins, o csr-cockpit na versão 1.0.0, ativo, e o warp, inativo, cada um com a descrição e o que traz.
A aba Inventário, com cada peça marcada como ativa ou inativa (tela do README do csr-cockpit) · github.com
  1. As seções: plugins, skills, comandos, agentes, hooks, servidores MCP, outros (estilo de saída, memória, ferramentas embutidas) e o que há para instalar nos marketplaces cadastrados.
  2. O filtro, por nome, origem ou descrição.
  3. Ativo (3) ou inativo (4): cada peça com a origem, a descrição e o que ela traz. Ativo quer dizer, por exemplo, plugin habilitado ou servidor MCP conectado.

A linha de resumo

Clicar no nome de um agente, de um comando Bash ou de um turno abre o detalhe: o pedido, as chamadas e a resposta. E acima do prompt, a caixa onde se digita o pedido, o cockpit desenha uma faixa, a linha de resumo, que fica ali com o painel aberto ou fechado. Ela não é a linha de status do rodapé, que é outra peça do Claude Code. No aplicativo de desktop, ela é uma fileira de pílulas, e clicar no repositório ou no contexto abre a aba que fala dele:

A linha de resumo do csr-cockpit no aplicativo de desktop, em duas fileiras de pílulas: a marca CSR, o cérebro da conversa principal trabalhando, o robô dos 2 agentes em paralelo, o repositório proj no ramo main com 3 arquivos alterados, o contexto em 71% com 141,2 mil tokens e mais 8,3 mil do último turno, o custo de 2 dólares e 21 centavos com mais 37 centavos do último turno, o limite de 5 horas em 38%, o de 7 dias em 21%, o modelo Opus 5.5 com esforço high e o cache em 99%.
A linha de resumo no aplicativo de desktop: o que está vivo vem primeiro, depois o repositório e as medidas (tela do README do csr-cockpit) · github.com

Só observa

A regra do cockpit é só observar. Um mod liga funções aos eventos do Claude Code (uma chamada de ferramenta, o início de um turno), e a documentação chama cada uma de hook. Nenhum hook do cockpit bloqueia ou altera uma chamada de ferramenta ou uma resposta do modelo: o evento passa adiante como chegou, e o resultado volta como veio.

Ele não faz chamada de rede. Na máquina, roda só comandos de leitura do git, para as abas Árvore e Diffs, e lê o conteúdo antigo de um arquivo antes de uma escrita (para o diff mostrar o que mudou de verdade), as pastas de plugins, skills e agentes que o Inventário lista e, quando há um workflow rodando, os arquivos da execução dele, na pasta da sessão. Grava dois arquivos, só ali: um registro de erros, quando algo falha, e um de diagnóstico de cliques, quando é ligado. O resto fica no estado da sessão e some com ela.

O mod não chama o modelo, então não gasta token por conta própria. A exceção é o botão “Contagem exata”, da aba Contexto: quando ele é apertado, o Claude Code faz requisições a mais para trocar a estimativa local pela contagem de verdade.

Como instalar: o marketplace

Um mod se instala como qualquer plugin, a partir de um marketplace. Um marketplace é um repositório com um arquivo .claude-plugin/marketplace.json, de três campos obrigatórios: name, owner e plugins. Cada entrada de plugins é um item instalável, com um name e um source, que é a pasta dele dentro do repositório. Este é um pedaço do catálogo do claude-code-kit, só com os campos de que este post fala e com as descrições encurtadas:

.claude-plugin/marketplace.json JSON
{
"name": "cesarschutz",
"owner": { "name": "Cesar Schutz" },
"plugins": [
{
"name": "csr-cockpit",
"source": "./plugins/csr-cockpit",
"description": "Mod: painel ao lado da conversa..."
},
{
"name": "explicar-erro",
"source": "./skills/explicar-erro",
"description": "Exemplo de skill: explica um erro ou stack trace...",
"skills": ["./"] (nota: é este campo que dispensa o plugin.json)
}
]
}

A primeira entrada é um plugin completo: a pasta plugins/csr-cockpit tem o seu .claude-plugin/plugin.json, o manifesto que descreve o plugin. A segunda é uma peça avulsa, isto é, uma extensão sozinha (aqui uma skill, um arquivo de instruções para o modelo): não há plugin.json, e a própria entrada faz o papel de manifesto, dizendo o que a pasta traz no campo skills. Para o Claude Code ela também é um plugin, só que descrito pela entrada do catálogo.

O nome do repositório e o nome do marketplace são coisas diferentes. O repositório se chama claude-code-kit, e o marketplace, cesarschutz. O primeiro aparece na hora de cadastrar; o segundo, na hora de instalar:

Janela do terminal
claude plugin marketplace add cesarschutz/claude-code-kit
claude plugin install csr-cockpit@cesarschutz

A instalação e a atualização seguem seis passos, do repositório no GitHub à sessão aberta na sua máquina: o que chega a cada lugar e em que versão. Em Passo a passo, a figura se monta um passo por vez.

na sua máquina GitHub claude-code-kit Catálogo cesarschutz Plugin csr-cockpit Sessão aberta 1 marketplace.json o catálogo csr-cockpit/ version 1.0.0 2 marketplace add marketplace.json clonado 3 install csr-cockpit/ version 1.0.0 4 commits novos version parado nada muda não há versão nova 5 version 1.1.0 update copia a pasta version 1.1.0 a pasta nova 6 ainda na 1.0.0 /reload-plugins agora na 1.1.0 Só o version novo chega; a sessão aberta precisa de /reload-plugins.
  1. O repositório no GitHub guarda o catálogo e a pasta do plugin, na version 1.0.0.
  2. O marketplace add clona o catálogo para a sua máquina, com o nome cesarschutz.
  3. O install copia a pasta do plugin na versão do catálogo: 1.0.0.
  4. Commits novos chegam ao repositório, mas o version não sobe: na máquina, nada muda.
  5. O version sobe para 1.1.0, e o update renova o catálogo e copia a pasta nova.
  6. A sessão aberta segue na 1.0.0 até o /reload-plugins carregar a 1.1.0.
Cada cor é um lugar: o repositório (roxo), o catálogo (azul), o plugin instalado (petróleo) e a sessão aberta (âmbar).

A regra dos dois últimos passos está na referência de carregamento dos plugins: o Claude Code calcula uma versão para cada plugin instalado e só vê atualização quando ela muda. Com o campo version no plugin.json, vale esse número, não importa quantos commits o repositório receba. Sem ele, que é o caso das peças avulsas, a versão é o commit.

Num marketplace de terceiros, como este, a atualização automática vem desligada: quem instalou roda o claude plugin update quando quiser a versão nova.

conferido em out/2026

Os comandos de plugin

Estes são os comandos para instalar, conferir, atualizar e testar um plugin. O resto está na referência dos comandos de plugin.

No terminal:

ComandoO que faz
claude plugin marketplace add <dono>/<repo>cadastra um marketplace a partir de um repositório do GitHub
claude plugin install <item>@<marketplace>instala um item do catálogo
claude plugin listlista o que está instalado, com a versão e o estado
claude plugin details <item>mostra as peças de um plugin e o custo delas em tokens
claude plugin marketplace update <marketplace>renova o catálogo, sem mexer no que está instalado
claude plugin update <item>@<marketplace>atualiza um plugin para a versão mais nova do catálogo
claude plugin uninstall <item>@<marketplace>remove o plugin
claude plugin validate <pasta>confere o manifesto e as peças de uma pasta; com --strict, os avisos viram erro
claude plugin test <pasta>roda os testes de um mod
claude --plugin-dir <pasta>abre uma sessão com o plugin de uma pasta local, sem instalar; a cópia local ganha da instalada

Dentro da sessão:

ComandoO que faz
/pluginabre a tela de plugins e marketplaces
/reload-pluginsaplica na sessão aberta o que mudou nos plugins
/cockpitabre e fecha o painel do csr-cockpit

Como se testa um mod

Um mod se testa em três camadas, da mais barata para a mais cara.

claude plugin validate. Num mod, além de conferir o manifesto, ele lista os eventos que o mod escuta e as chamadas que ele faz à API dos mods, sem executar nada. Serve também para auditar o mod de outra pessoa antes de instalar. No cockpit, a lista não tem chamada de rede; os processos são só os comandos de leitura do git, e as gravações, só os dois arquivos de registro.

claude plugin test. Roda os testes do mod contra um Claude Code de mentira, sem login e sem rede: o teste dispara os eventos, monta o painel, aperta os botões e confere o que foi desenhado. O cockpit tem 52 testes: um deles confere a regra de só observar, e outro desenha cada aba de uma sessão longa e bagunçada.

Carimbo: rodado em 04/10/2026: 52 de 52

Uma sessão de verdade. O Claude Code aberto num projeto de exemplo, com o mod carregado por claude --plugin-dir. Carregada assim, a pasta fica vigiada: o Claude Code recarrega o mod a cada arquivo salvo. É a única das três camadas que mostra o painel desenhado no terminal.

Os limites do csr-cockpit

Estes são os limites do csr-cockpit na versão 1.0.0, em 04/10/2026.

O mais importante: o custo por agente não é um número oficial. O Claude Code informa o custo da sessão inteira, não o de cada agente. O cockpit reparte esse custo: ao fim de cada resposta do modelo, ele vê quanto o custo da sessão subiu e põe essa diferença na conta de quem respondeu, um agente ou a conversa principal. Cada aumento vai para um dono só, então nada é contado duas vezes, e o que não vai para agente nenhum é o gasto da conversa principal: na sessão das imagens, os quatro agentes ficaram com US$ 0,37 dos US$ 2,21. É uma atribuição feita pelo cockpit e, se duas respostas terminam no mesmo instante, uma fração pode cair no agente vizinho.

O próprio valor em dólar é uma estimativa: o Claude Code calcula a preço de tabela, a partir dos tokens. Para quem paga assinatura ele não é cobrança, e serve para comparar um agente com outro.

Os outros limites:

  • Não há custo por comando Bash. O cockpit mostra custo por agente e por turno. Um comando Bash aparece com o status e a duração.
  • O raciocínio interno de um agente não aparece. O Claude Code não o expõe. O detalhe mostra só o texto que o agente escreveu.
  • O código de saída do Bash não vem como campo. Em caso de falha, o cockpit tira o código do texto de erro. Em caso de sucesso, a linha mostra só a marca de concluído e a duração.
  • No aplicativo de desktop, o painel não acompanha cada chamada. O aplicativo recusa o clique feito num desenho que já foi trocado, então o cockpit redesenha o painel na hora depois de um clique e, fora isso, no máximo a cada 2,5 segundos; o tempo de quem roda há mais de um minuto aparece em minutos.
  • A API de mods ainda pode mudar de uma versão para outra.
  • No aplicativo de desktop, depende da versão que ele traz. O aplicativo usa a própria cópia do Claude Code, que o claude --version do terminal não mostra. Em 02/10/2026, a versão 2.16120.0 para macOS trazia o Claude Code 2.1.284, anterior aos mods oficiais, e nela o /cockpit respondia que não era um comando. Em 04/10/2026, a versão 2.19675.0 já roda o cockpit, com o painel ao lado da conversa e as pílulas acima do prompt.

O repositório claude-code-kit

O claude-code-kit é público, com licença MIT. Em 04/10/2026 ele tem:

  • o csr-cockpit, na versão 1.0.0;
  • o exemplos, um plugin com uma skill, um agente, um hook e um estilo de saída;
  • sete peças avulsas: duas skills, dois agentes, um estilo de saída, um tema e um hook.
(nota: cada linha instala sozinha)

Lembrete: Se o /cockpit não aparecer depois de instalar, confira a versão: o mod pede o Claude Code 2.1.287 ou mais novo.

O README.md explica o catálogo, e o CONTRIBUTING.md, como acrescentar um item. O repositório vai continuar recebendo peças.

Apresentação

  • Slide 1 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 2 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 3 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 4 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 5 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 6 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 7 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 8 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 9 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 10 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 11 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 12 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 13 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 14 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 15 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 16 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 17 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 18 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 19 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
  • Slide 20 de 20: Um mod do Claude Code na prática, parte 2
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Fontes